NOTÍCIA - Publicado: 11/08/2026


Fábio Henrique: “O melhor da política é cuidar de gente”. E é por isso que ele quer ser deputado estadual

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Um mandato de deputado estadual para cuidar e servir de perto à população de Sergipe. É com este discurso que o político e comunicador social Fábio Henrique se joga nas águas da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe.

“Eu decidi disputar a Assembleia porque é ali que dá pra estar mais perto de quem eu quero cuidar. Governei Socorro, fui vereador em Aracaju, fui deputado federal, e em cada um desses mandatos aprendi uma coisa: quanto mais perto do problema da pessoa, melhor eu consigo resolver”, justifica Fábio. Veja a seguir um breve bate-papo dele com a Coluna Aparte.

 

Aparte - O senhor já foi vereador, prefeito por dois mandatos, secretário de Estado e deputado federal. Por que disputar a Assembleia Legislativa agora?
Fábio Henrique - 
Eu decidi disputar a Assembleia porque é ali que dá pra estar mais perto de quem eu quero cuidar. Governei Socorro, fui vereador em Aracaju, fui deputado federal, e em cada um desses mandatos aprendi uma coisa: quanto mais perto do problema da pessoa, melhor eu consigo resolver. A Assembleia é esse espaço. É onde as leis e o orçamento do Estado se decidem, mas também é onde dá pra estar no dia a dia dos municípios, ouvindo prefeito, ouvindo morador, sem a distância de Brasília. Eu quero essa cadeira pra continuar fazendo o que sempre fiz, cuidar de gente, só que agora com mais ferramenta na mão pra isso.

Aparte - Sua carreira política começou como vereador em Aracaju, em 2004, quando o senhor foi o mais votado da capital logo na primeira disputa. O que aquele mandato lhe ensinou que o senhor carrega até hoje?
FH -
 Ensinou o tamanho da responsabilidade de ser ouvido. Eu já tinha voz no rádio, mas ser vereador é outra coisa. É voz com poder de decisão. Aprendi ali que política de verdade se faz em cima do problema concreto do morador, não em plenário, e aquele mandato me ensinou a olhar pro bairro antes de olhar pro discurso, isso eu carrego até hoje.

Aparte - Depois vieram dois mandatos como prefeito de Nossa Senhora do Socorro, o segundo maior colégio eleitoral de Sergipe. O que essa experiência de gestão, na ponta, lhe deixou como marca?
FH - 
Deixou a marca que eu mais acredito, a de que o melhor da política é cuidar de gente. Foram oito anos em que a gente pavimentou e recapeou mais de 800 ruas em Socorro, ampliou e reformou escola, começou a construção de creche, entregou ciclovia, praça da juventude. Não foi discurso, foi rua, foi criança estudando em prédio decente, foi trabalhador chegando em casa por uma via melhor. Essa é a marca que eu carrego, a de prefeito que mediu o próprio governo pelo tamanho da mudança na vida das pessoas, não pelo tamanho do próprio nome.

Aparte - Em 2017 o senhor foi secretário de Estado do Turismo. Foi uma experiência diferente das outras, mais próxima do empresariado. O que ela agregou à sua visão de gestão pública?
FH - 
Foi a experiência que me tirou da bolha do gabinete municipal e me botou lado a lado com quem gera emprego no setor privado, hotelaria, eventos, serviço. Aprendi que o Estado não precisa fazer tudo sozinho, precisa saber articular. Essa vivência com o empresariado do turismo eu não tinha antes e hoje faz muita diferença na hora de pensar geração de renda para os municípios.

Aparte - Em 2018 o senhor chegou à Câmara dos Deputados e foi reconhecido pelo Congresso em Foco como um dos parlamentares mais bem avaliados de Sergipe. O que o senhor considera que fez de diferente lá?
FH - 
Trabalhei, e trabalhei sem envergonhar Sergipe. Enquanto muita gente disputava palco, eu disputava emenda, convênio, recurso pra obra de infraestrutura em cidade que nem sempre aparece no noticiário. Mas também votei com a consciência de quem veio do funcionalismo e do povo trabalhador. Fui contra a reforma da Previdência que penalizava justamente quem ganha menos, porque eu sei o preço que o trabalhador paga quando o Estado erra a mão. Esse reconhecimento não veio de discurso bonito, veio de planilha, de obra assinada, de gente que confiou no meu voto e não foi traída por ele.

Aparte - O senhor é radialista e apresentador de TV há décadas, e chegou a dizer que não gostaria de deixar a comunicação. Por que esse vínculo pesa tanto na sua trajetória política?
FH - 
Porque foi o microfone que me ensinou a ouvir antes de falar. Trinta anos de rádio e de televisão em Sergipe não são só exposição. São trinta anos de gente ligando pra contar o problema dela, trinta anos de ir a bairro que político nenhum visita. Eu me afastei da apresentação agora pra cumprir a legislação eleitoral e me dedicar 100% à campanha, mas o vínculo com o povo que a comunicação me deu, esse eu não largo nunca. É a base de tudo que eu faço na política.

Aparte - Se eleito, quais são as prioridades que o senhor pretende levar para a Assembleia Legislativa?
FH - 
Minha pré-campanha se baseia em três frentes reais, e não em promessas de última hora. A primeira é emprego, criando um fundo para a Grande Aracaju focado em qualificação, primeiro emprego e na reinserção de profissionais com mais de 45 anos. A segunda é saúde mental, defendendo o uso de emendas para construir um hospital público psiquiátrico e psicológico para atendimento presencial estruturado. E a terceira é a defesa da Zona Norte e das periferias, unindo a mobilidade do arco metropolitano a incentivos que atraiam investimentos e desenvolvimento para quem mais precisa. Nenhuma dessas bandeiras é teoria de gabinete. Pretendo transformar todas em projetos de lei.

 

Saiu no JL Política: https://jlpolitica.com.br/colunas/aparte/posts/primeiro-reitor-da-unese-e-nomeado-e-universidade-preve-inicio-das-aulas-em-2027/notas/fabio-henrique-o-melhor-da-politica-e-cuidar-de-gente-e-e-por-isso-que-ele-quer-ser-deputado-estadual